01 O placar das promessas
As principais promessas da campanha de 2022, o custo anual estimado e o que aconteceu de fato. O levantamento do g1 conta 26 ou 27 das 36 promessas como cumpridas. Mesmo assim, 70% dos brasileiros dizem que Lula não cumpre o que promete (Genial/Quaest, jun/2025). Aqui você vê o que ficou de fora, o que saiu pela metade e o que foi “cumprido” a um custo enorme.
Dá com uma mão, tira com a outra
O benefício aparece na propaganda. A conta aparece depois, em outro lugar.
02 O buraco
A dívida bruta voltou ao maior nível desde 2021, e o país gasta com juros mais do que com saúde e educação somadas.
Fonte: Banco Central (séries SGS 13762, 13761, 5760, 4616 e 432), atualizadas automaticamente. Passe o dedo ou o mouse sobre as linhas para ver cada mês.
03 Um país que vive de benefício
Em junho de 2026, 19,3 milhões de famílias recebiam o Bolsa Família, com custo de R$ 13,08 bilhões no mês. São cerca de 50 milhões de pessoas para uma população de cerca de 213 milhões.
≈ 23 de cada 100
brasileiros vivem em uma família do Bolsa Família.
45%
das famílias beneficiárias estão no Nordeste (8,79 milhões em fev/2026).
R$ 157 bi/ano
é o custo anualizado do programa no ritmo de junho de 2026.
Fontes: MDS (Informes Bolsa Família); Poder360; IBGE (estimativa populacional).
04 Educação das classes D e E
Quem mais depende da escola pública é quem menos aprende. Os números abaixo mostram o tamanho do atraso.
Fontes: Inaf/Ação Educativa e Conhecimento Social; OCDE/Inep (Pisa 2022); IBGE (Censo 2022); MEC/Inep.
05 Onde o PT ganha, como o povo vive
O Nordeste dá ao PT as maiores votações desde 2006. A Bahia é governada pelo partido desde 2007. Veja como a região está na educação, na segurança e no emprego em comparação com o Sul e o Sudeste.
Fontes: IBGE (Censo 2022; PNAD Contínua via SIDRA, atualizada automaticamente); Atlas da Violência 2026 (Ipea/FBSP); Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Valores arredondados.
06 O que ele criou de verdade
Muita coisa que o governo apresenta como “marca do Lula” já existia com outro nome ou foi criada por outros governos.
| Programa | Origem real | Veredito |
|---|
07 Pandemia × hoje
Em 2020, o país enfrentou a pior crise sanitária em um século. Seis anos depois, sem pandemia, vários indicadores fiscais estão piores. O emprego, porém, melhorou, e isso também está aqui.
Mudou a régua do desemprego?
Em julho de 2025, o IBGE reponderou a PNAD Contínua: passou a usar a população do Censo 2022, que é menor do que a pesquisa estimava (cerca de 212,6 milhões em 2024, contra mais de 216 milhões na estimativa antiga). A pergunta feita às pessoas e o conceito de desempregado continuaram os mesmos, e a série inteira, desde 2012, foi recalculada. Por isso a comparação com 2019 ou 2022 continua sendo de igual para igual.
A troca quase não mexeu no número. Mesmo trimestre, conta antiga × conta nova:
| Período | Antes da revisão | Depois da revisão |
|---|
A pegadinha não está na revisão, e sim no que a taxa oficial deixa de fora. Ela só conta como desempregado quem procurou emprego no último mês. Quem desistiu, quem faz bico de poucas horas e quem saiu da força de trabalho não entra.
Com o mesmo cálculo de 2019: se a mesma fatia dos adultos estivesse trabalhando ou procurando emprego que em 2019 (63,4%), haveria cerca de 2,1 milhões de pessoas a mais procurando, e a taxa seria de em vez de 5,2%.
Para ser justo: comparado ao fim de 2022, essa fatia ficou praticamente igual (62,0% → 62,2%), e parte da queda desde 2019 vem do envelhecimento da população. As medidas amplas também caíram. O emprego melhorou de fato; o que está inflado é o tamanho da melhora quando se olha só para a taxa oficial.
Fontes: Banco Central e IBGE (PNAD Contínua), atualizados automaticamente; IBGE SIDRA, tabelas 6318, 6381, 6439 e 6440 (medidas amplas); Agência Brasil (revisão de 2025); Ministério da Saúde (dengue).
08 Saúde: mosquito venceu, vacina atrasou
Em 2024, o Brasil teve a pior epidemia de dengue da história: mais casos do que em 2017–2023 somados. A vacina só chegou em pequena escala e a doença deixou milhares de mortos.
Vacinas: tarde e pouca
- Mar/2023 Anvisa aprova a Qdenga (Takeda). O governo leva quase um ano para incorporá-la ao SUS.
- Fev/2024 A vacinação começa só para crianças de 10 a 14 anos, em poucos municípios, com cerca de 6,5 milhões de doses para o ano, já no pico da epidemia.
- 2024 Baixa procura pela 2ª dose e lotes próximos do vencimento obrigam o ministério a remanejar doses entre estados.
- Nov/2025 Anvisa aprova a vacina do Butantan, de dose única. A aplicação em massa fica para 2026.
O que avançou nos governos de esquerda
Para ser justo: o Mais Médicos foi retomado, o Farmácia Popular passou a dar todos os itens de graça a partir de 2025 e o programa “Agora Tem Especialistas” promete reduzir filas. A fila do SUS para cirurgias e exames, porém, segue na casa dos milhões, e a promessa de zerá-la não foi cumprida.
Fontes: Ministério da Saúde (Painel de Arboviroses e informes semanais); Anvisa; Conass.
09 A tesoura no bolso do povo
Quem prometia “colocar o pobre no orçamento” cortou justamente onde o pobre está.
10 A gastança
Cartão corporativo
Viagens e hospedagens
Rombo no INSS
Fontes: Portal da Transparência; Aos Fatos; TCU; Poder360; Metrópoles; CGU/PF; Agência Senado.
11 Benefício em ano de eleição Opinião
Nenhum tribunal condenou o governo por compra de votos. Mas o calendário fala por si: as bondades mais caras chegaram justamente no ano da eleição.
- 2025–2026 Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor a partir de jan/2026. Custo estimado: cerca de R$ 26 bi por ano.
- 2025 Gás do Povo: botijão gratuito para famílias de baixa renda, com expansão em 2026.
- 2024–2026 Pé-de-Meia: poupança para estudantes do ensino médio, cerca de R$ 12 bi por ano, parcialmente pago fora do Orçamento, o que levou o TCU a cobrar regularização.
- 2026 Bolsa Família volta a crescer: de 18,66 mi para 19,3 mi de famílias até junho.
- Out/2026 Promulgada a PEC do fim da escala 6×1, a poucos dias do 2º turno.
Votos nos presídios
Votos válidos nas 243 seções instaladas em presídios e unidades socioeducativas no 1º turno de 2026 (análise do Poder360 com dados do TSE). Só presos provisórios e adolescentes internados podem votar, e servidores também votam nessas seções.
Fontes: TSE; Poder360; Gazeta SP; Receita Federal; MDS; TCU.
12 O Brasil das facções
Fontes: Datafolha/Fórum Brasileiro de Segurança Pública; Receita Federal/PF (Operação Carbono Oculto).
13 Fontes
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